sexta-feira, 3 de março de 2017

Respondendo a perguntas - parte 1 (sobre meu tempo comigo mesma)

Hoje, inauguro um novo espaço no blog. Começo a responder perguntas específicas que me foram feitas durante esse período. Se vc tem alguma pergunta, pode mandar por aqui, e-mail, WhatsApp, sinal de fumaça... 
Além disso, não deixe de clicar no botão para "seguir" o blog tá?

A primeira pergunta que vou responder (ou tentar) é de uma amiga muito querida, Daniela Frozi. Conheci a Dani há anos, quando trabalhos juntas na ABUB. Hoje, ela é pesquisadora que estuda a obesidade (ela é nutricionista e faz seu pós-doutorado estudando a obesidade em mulheres de baixa renda). 

A Dani me fez umas perguntinhas em dezembro e, com sua autorização, começarei a respondê-las publicamente hoje. E a primeira pergunta da lista não foi exatamente uma pergunta, rs. Ela escreveu: "sinto falta de vc falar sobre seu tempo com vc! A obesidade tem uma relação forte com o modo de vida. Precisamos entender o que acontecia antes além de agora." Então lá vai!

Pois é, gente, pelo que tenho visto e ouvido, parece haver um padrão de comportamento muito semelhante entre os obesos: não cuidar de si mesmo! Os argumentos/desculpas para isso são muito parecidos também: falta de tempo e/ou priorizar o outro.  Mas pra não ficar falando dos outros, falarei da minha experiência.

Quem me conhece um pouco mais de perto, sabe que sempre me dediquei muito a cuidar dos outros. Em todos os lugares por onde passei e estive, sempre fui aquela que ouvia e ajudava os outros. Me dediquei a isso com intensidade e dedicação máxima. Se vc precisasse de mim, eu estaria lá, não importava a que custo fosse. Isso sempre acontecia em, talvez, 90% das vezes (pelo menos, a partir da minha perspectiva das coisas). Quando não era assim, era porque não tinha dependido de mim, ou seja, aqueles fatores que extrapolam o nosso controle, me "atrapalhavam" e eu não conseguia estar, como tinha dito que estaria. Quando isso acontecia, eu ficava mal! Não gostava de falhar com os outros (não gosto ainda, mas...)!
Isso era quase uma obsessão a ponto de que nos últimos anos, eu ía pra igreja para os cultos e atividades com uma "agenda" de atendimentos para fazer (obs: não faço terapia com gente conhecida, então só uso a expressão atendimento, por força do hábito. Ou seja, eram somente encontros para um bate-papo). Até mesmo os jantares com amigos, tinham uma conversa/compartilhar/ajuda programada. Na universidade, também não era diferente...
As coisas chegaram num nível desastroso para mim: eu tinha uma agenda com compromissos agendados com mais de 1 ano de antecedência, todos os finais de semana com agenda completa (compromissos em todos os períodos no sábado, e as vezes no domingo) e não tinha hora nem pra ir ao mercado, ou comprar um presente, roupa, etc. Cozinhar era luxo; não dava tempo... e quando tinha tempo, não tinha disposição ou faltavam ingredientes. Não sei se entendem isso, mas era tipo assim: se vc me convidasse pra tomar um sorvete na esquina, eu provavelmente não poderia porque já tinha um compromisso agendado com x meses de antecedência. Muitas refeições eram feitas enquanto discutíamos problemas à serem resolvidos.
Quando decidi operar e comecei os acompanhamentos, tanto o Dr Fabio (gastro) quanto a Rosalia (psicóloga) já tinham me dito pra puxar o freio de mão. Comecei a recusar convites pra palestras, adiar compromissos, mas ainda estava numa "vida louca".
No pós-cirúrgico, um dia estava discutindo com a Dyandra (nutri) sobre a dieta e ela me sugeriu algumas coisas e eu disse que era complicado porque demandaria um tempo de preparo que eu não tinha. Ela sinalizou que algo estava errado. Saí da consulta com ela e fui encontrar a Rosalia (sempre vejo as 2 no mesmo dia, na sequência). Daí, tomei um "esculacho", no bom sentido! Basicamente, o que ouvi foi: se vc não cuidar de vc, todo esses esforço terá sido em vão porque vc não mudou seu estilo de vida. Saí de lá incomodada mas me "defendendo" e pensando que não era bem assim... comentei com o Lu e ele disse que elas estavam certas e que eu só tinha operado e não tinha mudado mais nada. Comecei a chorar! "Puxa! Será que ninguém via meu esforço para mudar???" Mas por dentro, meu choro era porque eu sabia que eles tinham razão.
Conversei mais com o Lu sobre isso, com meus pais e decidi que teria que parar com alguma das atividades que eu fazia.  Muitas das atividades eram na igreja, eu estava tentando o doutorado, fazia pós-graduação a distância, trabalhava... tinha que parar com algumas dessas coisas. Foi muito sofrido escolher o que e como!
Cheguei a conclusão mais óbvia possível: não dava pra entrar num procedimento cirúrgico radical como o que fiz e manter o resto igual. Eu sou obesa (sim, igual os dependentes químicos e afins) e precisava atentar para todas as coisas que tinham implicações nisso para no futuro não olhar pra trás e pensar que devia ter feito algo que não fiz. Não tinha essa opção! Eu já tinha operado e agora, estava disposta a fazer TUDO o que precisasse para que desse certo. Sim, porque não é só operar: tem que mudar hábito alimentar, tem que fazer atividade física, tem que mudar rotina, tem que mudar a cabeça, tem que mudar o estilo de vida...
Conversei com o pastor Sergio que prontamente entendeu a situação e me apoiou. Além das atividades na igreja que eu liderava ou auxiliava, reorganizei a minha vida e decidi que durante esse período, o Lu cuidaria da minha agenda. Quem conhece nós 2, entende bem as implicações disso... kkkkkkk

O resultado foi excelente! Passei a ter tempo para cuidar de mim, para minhas atividades físicas, voltei a cozinhar, cultivei uma horta em casa, comecei a cuidar das minhas plantas, consegui organizar a casa, os brinquedos dos meninos... enfim...  
Passei a ter mais tempo com minha família, a dedicar-me mais aos meninos e ao Lu, a cuidar melhor deles e ter até tempo para fazer agrados (ver filme/desenho, cozinhar coisas que eles gostam...)
E mais! Passei a ter tempo pra mim: de fazer minha unha (sim, eu mesma faço), de ir ao cabeleireiro com mais frequência, voltei a ler (paixão quase abandonada porque o sono/cansaço não me deixava forças para ler), tocar violão (sim, até cantava junto... 🙉), ...

Agora, o que quero que percebam, é que esse padrão de comportamento de "vida louca", de agenda cheia, não era de agora! Sempre foi assim! Só foi se intensificando... sem limites... sem fim!


Acho que muita gente não entendeu essa decisão de mudar a agenda. Mas isso fica pra outro post...




quarta-feira, 1 de março de 2017

Mais antes e depois

Oi gente!
Seguem 2 sequências de fotos no melhor estilo "antes-e-depois".
Divirtam-se! 😉

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Os 40 chegaram: os exames clínicos!

Pois é... e chegaram com força total! kkkkk... mas como já disse, os exames clínicos tem indicado que a Paula "quarentona" está mais em forma do que antes.

Queria dividir com vcs alguns dados pra mostrar isso. Abaixo vc vai ver então o nome do exame, o valor atual e o valor anterior a cirurgia. Qquer dúvida, pergunte!

                                    ATUAL                 ANTERIOR                             REFERÊNCIA
FERRO                          141                           92 (04/16)                               50 a 170
FERRITINA                  140                           77 (idem)                                 24 a 155
VITAMINA B12          1024                         sem valor anterior                 maior que 300
ÁC. FÓLICO                 >20                            8,8                                      maior que 4,4
GLICOSE                        90                           113                                           75 a 99
HEM. GLICADA           4,9                             5,8                                     a partir de 5,7 - risco diabetes
TRIGLICÉRIDES          99                              162                                    < 150
VLDL COLESTEROL   19                              32                                     < 30

Outro dado óbvio é que eu tinha um cálculo renal de "estimação". Ficava no rim esquerdo e de vez em quando, "dava o ar da graça". No último ultrassom que fiz, ele não apareceu mais. Os exames de urina também não indicaram excesso de cálcios ou cristais. Ufaaaaaaa....

Como vcs já sabem, passei a me exercitar, inclusive participei de 2 corridas de rua (de 5km). Mas meus joelhos, quadril e pés ressentiram a falta de preparo adequado (musculatura muito flácida) e agora, enquanto faço exames e fisioterapia, só posso fazer exercícios de baixo impacto (bike, elíptico ou piscina). Depois conto como ficou essa história.

Outra coisa que estamos avaliando é meu sono. No final de fevereiro, farei uma polissonografia no Instituto do Sono para avaliar hipopnéia (acho que é esse o nome) e "pernas inquietas". Esse último item, apareceu como suspeita na outra polissonografia que fiz e agora, depois de emagrecer, preciso repetir pra confirmar (ou não) e tomar providências, se necessário. Em avaliações não-médicas (aquelas pulseirinhas que medem atividade física, sono e etc), raramente ultrapasso 1h30 de sono profundo, independente de quantas horas fique na cama. Além disso, as vezes acordo com mais de 200 passos dados, sem nem ter saído da cama. Isso parece ser um problema. Já durmo melhor, mas pode ser que ainda tenha que melhorar mais.

Bom, por hoje é só pessoal!

No próximo post, seguirei falando da chegada dos 40.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Os 40 merecem uma biografia!

No dia 26/01, completei 40 anos. Ouvi muitas vezes que havia chegado no meio da vida. É... é uma perspectiva culturalmente positiva, afinal chegar aos 80 anos, ainda não é (estatisticamente) pra todo mundo! (se tiver interesse no assunto, veja expectativa de vida do brasileiro - Portal Brasil.  Mas estatísticas a parte, penso (e tenho provas) que hoje, com 40, estou em melhor condições de saúde para chegar aos 80, do que estava até o ano passado. E a razão é simples: a cirurgia bariátrica alterou minhas condições fisiológicas/médicas de maneira a me deixar mais saudável. Em breve, quero fazer um post mostrando os números disso, mas hoje não! Hoje quero fazer uma biografia breve... bem, talvez não tão breve assim. 🙈😊

Abaixo conto um pouco da minha história, sob minha própria perspectiva (ou seja, podem haver dados que não estejam cronologicamente ou historicamente adequados, mas foi assim que os ouvi/percebi/experimentei...) e tive uma super colaboração da minha mãe! Obrigada, mãe!

Sou a primogênita. Meus pais decidiram "me ter" quando meu pai ainda estava no seminário e minha mãe queria companhia. Durante a gestação, minha mãe ficou muito barriguda e o médico chegou a pensar que eram gêmeos. Mas não: eu era espaçosa mesmo... 😁
Nasci em São José dos Campos/SP. Encaixei" pra nascer mas eu não podia nascer de parto normal por "x" questões médicas. Bom, correram pra cesárea, mas aí veio a parte divertida: acabou a força e tive que nascer a luz de lampião! Nasci com 51cm e 3,330kg (pra época, eu era enorme).
Ganhei parte do nome da minha avó materna "Nelita" para homenageá-la e juntou-se ao Paula (significa "pequena", rs) de um romance que minha mãe havia lido.
Apesar de joseense por nascimento, nunca morei lá. Meus  primeiros dois anos foram em Campinas, no seminário presbiteriano JMC.  Dessa época, não tenho memórias efetivas, somente memórias afetivas: aquelas que lembro porque me contaram e apesar de não tê-las na minha memória, tenho-as no coração. "Lembro" que gostava de correr na direção das pombas numa praça e me divertia quando elas, assustadas, levantavam voo (espero não ser processada por maus tratos aos animais... 😜). Também "lembro" com saudades do Tio Junior, Tia Artunilza, Tio Jerê e do meu melhor amigo da época Samuel (filho do tio Jr e tia Artunilza). "Lembro" dos danones que o vô Zezé e a vó Nelita levavam pra mim 😋😋😋
Nos mudamos pra Cachoeira Paulista quando eu já tinha 2 anos e em maio, nasceu a Paty, minha irmã. Parece que não foi traumática a chegada dela... kkkk.... segundo minha mãe, reagi tranquilamente e até fiquei ansiosa pela sua chegada.
Foi lá que adquiri esse sotaque de "porrrrrteira" que tenho até hoje. Mas não me imporrrrrrto! 😆 Meu pai pastoreava a igreja da cidade e também em Lorena. Em Cachoeira, me lembro com carinho da Rita (se alguém souber o paradeiro dela... 🙏) que dizia que eu seria jogadora de basquete (porque já era grande nessa época), sonho que nutri por muitos anos! Em Lorena, lembro do tio Élcio e da tia Eliziara. Ele era policial rodoviário e eu ficava enlouquecida com a sirene da viatura.🚓
Da casa em Cachoeira, lembro muita coisa: quintal gigante (de uma rua a outra de trás), da vendinha na esquina, da minha vizinha e amiga Flavia e do meu pintinho 🐥 que cuidei como se fosse um bichinho de pelúcia, até ele aparecer morto (fiquei chocada com isso na época).😢
De lá, viemos pra Sampa City. Meu pai veio ser pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Unida. Meu irmão nasceu, o Junior (também sem traumas e ansiosa com a chegada dele). Lembro com muito carinho e saudades do pastor Denoel e Dona Conchita que muitas vezes me receberam depois da escola. Lá eu me divertia com os gibis do Riquinho e sempre tinha comidinhas gostosas e diferentes.
Aliás, minha primeira escola foi o Mackenzie! Pois é... aos 5 anos, fui pra lá. Como digo aos meus alunos, sou a prova viva de que a frase "uma vez mackenzista, pra sempre mackenzista" é a pura verdade. 😍
Quando completei 8 anos, meu pai foi pastorear a Igreja Presbiteriana de Vila Maria onde permanecemos durante muitos anos. Lá fiz muitos amigos, vivi grandes momentos e aprendi muita coisa. Sei que corro o risco de magoar alguns por não citá-los, mas ainda assim quero registrar alguns nomes por quem tenho grande amor: tio Pedro e família, D. Miriam Gomes e família, tio Jonas (saudades) e família, Daniel Jansen e D. Denise, D. Deise, S. Alonso e família, S. Josué e família, Douglas e família, Rev. Claudio e família, D. Cleusa e família, Diácono Renato Araújo e família... Esses e outros tantos que não caberiam aqui, fazem parte da minha história e representam parte daqueles que permeiam minhas memórias afetivas da infância e adolescência.
Aos 8 anos, fui pra Escola Municipal Derville Alegretti, onde fiquei até terminar o ginásio (atual fundamental II). Me lembro da Renata, do Fabinho e da Profa Regina, com muito carinho e saudades. Depois, voltei pro Mackenzie de novo e de lá não saí mais. No colégio, tive aula com profissionais exemplares, destaco @s querid@s Marilu, Fernanda, Lucila e ítalo (os 2 últimos com quem tenho a honra de trabalhar até hj).
Na faculdade, fiz Psicologia (obrigada Patricia Pazinato, Berenice Carpigiani, Lucila, Waldir, Maria Alice, Walter Lapa - meus mestres e colegas de trabalho, posteriormente). Fiz mestrado em distúrbios do desenvolvimento onde ganhei uma bolsa para passar um período em Salamanca/Espanha. Lá fiz grandes amigas: Lourdes, Yunuen, Carmen, Luz, Ale e Vero.
Trabalhei dedicadamente e apaixonadamente na ABUB (conheça mais em ABUB). Lá, fiz grandes amigos nacionalmente (Soninha, Marthinha, Fabio, Marcelo, Priscila, Aleluia, Sara, Helen, Sean, Daniel Bota, Cris, Marcinha, Gustavo, Fábia, Gabizinha, irmãs Bergária, Sarinha e René, Karen Bomilcar, etc), amigos internacionalmente (na CIEE e na IFES - Ninoska, Emilse, Omar, etc), conheci grande mestres (Ziel Machado, Tais Machado, Ricardo Wesley, Rutinha, Tonica, Daniela Frozi, Alexandre Brasil, Marcos Custódio, José Miranda, Braulio Craveiro, Ruth Silveira, Dr. Douglas, Fred, Jorge Atiencia, Sileda e Valdir Steuernagel, Ariovaldo, etc). Lá também conheci meu melhor amigo, Luciano, meu marido.
Sou mãe do Samuel e do Thiago. Frequento a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. Sou professora na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Psicóloga...
Bom, acho que daqui pra frente, a maioria das coisas, vcs já sabem...
Bônus pra vc que leu tudo! 😉



No próximo post, quero continuar falando sobre isso... os 40, chegaram!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Mais 5Km pra conta - Circuito das Estações

Antes de começar a ler, um pedido: clica aqui do lado e vira seguidor do blog vai?! 😉
Obrigada! 💖

No dia 18/12, participei da 2a corrida de rua: Circuito das Estações. Como da primeira vez, o objetivo era apenas terminar o percurso e se possível, num tempo menor do que na corrida anterior (que foi 47'52). Também queria fazer mais corrida e menos caminhada.
Bom, o trajeto partia do Estádio do Pacaembu, seguia pela avenida de mesmo nome, subia o pontilhão ao lado do Memorial da América Latina e voltava pela avenida até o estádio. Fiz o percurso em 45'36. Fiquei feliz!
Algumas coisas serviram de aprendizado:
- cheguei cedo e acabei saindo no pelotão lá na frente. Isso foi ruim porque o pessoal que está mais acostumado, sai na disparada e acabei forçando muito o ritmo no 1o quilômetro. Isso pesou lá no 3k porque acabei tendo que caminhar uns 500 metros para recuperar e ir até o final correndo de novo. Ou seja, não cumpri meu objetivo de correr todos os 5k, porque não consegui manter meu ritmo, impulsionada (talvez até empurrada) pela pressa dos outros corredores. Preciso estar mais focada na próxima! Apesar disso, corri mais do que caminhei, o que já foi muito bom.
- fazer corridas de rua me ajuda a manter meus treinamentos em dia. Como estou inscrita e já paguei, acabo não afrouxando nos treinamentos semanais. Percebo que fico mais "fiel" quando a corrida se aproxima. Então, o lance vai ser correr com alguma frequência pra não perder o ritmo.
- correr em companhia das amigas é muito bom, mas não foi tão ruim também ir sozinha. Muitas gente se animou a ir comigo, até tentei formar uma equipe. Mas as pessoas foram desistindo por várias razões e eu resolvi que ía, nem que fosse sozinha! Fui! E valeu a pena! (obs: mas seria ótimo ter companhia nas próximas tb).
- determinação e superação são palavras que não saem da minha cabeça quando penso na prova. Não exatamente pela minha experiência! Lá, vi senhoras e senhores (mais de 60 anos, alguns pareciam com mais de 70) correndo. Também vi cadeirantes participando (isso mesmo, cadeirantes!). Tinha até deficientes visuais com cão guia, pessoas em "bicicletas" adaptadas... ou seja, só não corre quem não quer!
- fiquei muito menos dolorida dessa vez do que na outra. Sinal que o condicionamento físico melhorou! Treinar é tão importante!

É isso, gente!
Abaixo, algumas fotos!
😘

Antes da corrida, ainda com blusa de frio... e cara de sono! 
Sorriso na linha de chegada 

O "sabor" da vitória


domingo, 27 de novembro de 2016

Homenagem à minha avó Nelita

Propositadamente, quis que meu primeiro post sobre algum tema que não tivesse relação com a gastroplastia, fosse uma homenagem à minha avó Nelita. Então, aqui vai!

Hoje faz 2 anos que minha vó descansou. Sofreu de Fibrose Pulmonar em seus últimos anos e lutou bravamente contra essa doença tão cruel, sem nunca ter se queixado, reclamado. Foi exemplo, nesse sentido, de alguém que sofre sem murmurar: reclamamos por coisas tão pequenas e ela, mesmo com falta de ar, não reclamava. Clamava, sim: por Deus, por ajuda d`Aquele que era o único que podia lhe ajudar. Eu segurava forte sua mão e esperava a crise passar...

Mas as lembranças que tenho dela, não se resumem aos seus últimos meses de sofrimento. São muitas lembranças!!! Sua voz grave e acolhedora, seus doces, seu cafuné, sua paciência e longanimidade, seu amor pela família, sua força para reunir a todos ao seu redor, sua coragem para ser a única palmeirense em uma família basicamente corintiana (ok, alguns POUCOS são-paulinos também - e se estivesse viva, certamente estaria feliz com o título), sua facilidade e gosto por artesanato e trabalhos manuais, seu cuidado, seu feijão, seu abraço... era a primeira a chegar na porta quando chegávamos ou partíamos... sempre estava presente nos nossos aniversários e datas importantes...

Presente! Essa é uma boa palavra para definí-la: ela sempre esteve presente e foi para nós um presente! Ainda permeia minhas lembranças, continua presente! 

Gratidão e saudades é o que tenho em meu coração hoje!

Pude homenageá-la poucos dias antes do seu falecimento e quero terminar essa postagem com o texto que ela pode ler (na verdade, minha mãe leu pra ela):

"Não somos parecidas...

Sou alta; ela, baixinha!Sou 'aparecida'; ela, discreta!Sou falante; ela, quietinha!Gosto de perturbar; ela de acolher!

Sou atrapalhada; ela, habilidosa!Amo o cinema; ela, histórias e paisagens!Amo o mar e o sol; ela, areia e sombra!Quando precisei, ela estava aqui; agora que não consegue vir, corro até ela!

Ela pinta quadros; eu, o "sete"!Ela canta contralto; eu, soprano!Ela toca piano; eu, violão!Ela é pacificadora; eu, combativa!Ela é Palmeiras; eu, Corinthians!Ela sempre ora por mim; e eu por ela!Ela é paciente; eu... Affffff!

Ela faz o melhor quindão, doce de abóbora e bolo de fubá do mundo; eu, me delicio com todos!Ela me ama; e eu? Nem dá pra explicar...

Ao mesmo tempo, somos tão parecidas!!! Gostamos de goiabada e doce de leite.De boa música, boas risadas. De programas em família, de Natal e aniversários. Amamos passar horas juntas, seja conversando 'à toa' ou em um silencioso cafuné. 

Somos de Jesus! Somos amigas! Somos avó e neta!

Somos Nelita! Ahhhh, tá explicado!!!" (nov/14)


Abaixo, algumas fotos:
As Nelitas
Paty no colo da vó, Dani (de cinza), Joelzinho e Marcos (de boné), eu (de vermelho), tia Leni, Tio Cir, Tio Joel e Tia Goreti.
À esquerda, dá pra ver um pedaço da minha mãe e a mão do meu pai... kkkkk

Set/14

Batismo do Davi

Família comportadaaaaa

Visita em nov/14 - parte 1

Visita em nov/14 - parte 2

Visita em nov/14 - parte 3
Visita em nov/14 - parte 4

Casal lindo <3




Os bisnetos

Os netos

Marido, filhos, filha, noras e genro

Gosto dessa foto! Elas estão iluminadas... e unidas, como sempre foram!

Paty, vó e mãe... mas pode chamar de cópia, fotocópia e xerox!

Eu e meus meninos com a vó bisa 

Eu e o Lu com a vó querida
Meu cafuné preferido

Suas últimas telas, a última sem finalizar...





domingo, 6 de novembro de 2016

Desafio aceito! Corrida M5K

Pois é.... E não é que eu me enfiei numa corrida de rua com menos de 6 meses de cirurgia! Mas foi ótimo e quero te contar um pouco sobre isso.
Nos meus treinamentos, eu já estava conseguindo fazer mais de 5Km num ritmo de caminhada mais rápida, mas ainda não conseguia correr. Um tempo antes da corrida (uns 60 dias - eu nem sabia da corrida, na verdade), resolvi apertar o passo e "trotar" um pouco.
No começo, não conseguia trotar nem 1 minuto, o coração quase saia pela boca, de tão cansada. Mas fui alternando a corrida e caminhada: primeiro caminhava mais e depois corria um pouquinho. Por exemplo, caminhava  1 minuto e corria 30 segundos. Aos poucos fui aumentando a corrida e diminuindo a caminhada. Cheguei a correr 2 minutos e caminhar 1. Sei que para quem está acostumado, parecem quantidades ridículas, mas para mim era um vitória.
Nesse período, descobri a corrida M5K (McDonald´s 5K) e convidei minha irmã pra ir comigo. Ela, que certamente tem melhor condicionamento que eu, mas nunca foi muito adepta de esportes (kkkk), descobriu que algumas amigas em comum íam correr também e foi "saindo pela direita"...  Após contato com elas, decidi me inscrever e me preparar para a corrida!
Mas aí, comecei a sentir dor nos joelhos. Nada que me impedisse de caminhar, mas correr, ficou mais difícil. Como sei que uma uma lesão agora seria um problema, fiquei uns 10 dias quase sem fazer exercícios.
Voltei a fazer, mas voltei a sentir dor. Nesse período, fiquei gripada de novo. Achei que era gripe, mas na verdade, além de uma sinusite aguda, eu fui diagnosticado com traqueiobronquite. Bom, fiquei sem poder fazer atividades físicas por 5 dias. Resumindo, quando vi, estava na semana da corrida, e sem treinar a 1 mês. Que maravilha!!! kkkk ótimo começo...#sqn
Ainda assim, resolvi arriscar e no dia 09/10/16, lá fui eu enfrentar os 5Km do McDonald´s! Abaixo algumas fotos...
Kit: camiseta, bolsa, lanchinho, protetor solar e brindes

Soraya, Flavia, Talita e eu - antes da corrida

Nós 4 - depois da corrida, com as medalhas <3


Gente, nunca tinha entendido a expressão "mar de rosas" até chegar lá... kkkkkk



Era muita gente, muita mulher junta! Mas pra falar a verdade, tinha de tudo: homem, bebê, cachorro, etc... Era tanta gente que depois da largada, levamos quase 5´ para ultrapassar a linha de largada! Eram mais de 16 mil inscritas oficialmente... fora os "bicos"!
No 2 primeiros quilômetros, a coisa flui facilmente. Depois disso, cheguei até a pensar que não ía dar conta. Fui revezando entre correr e caminhar, no ritmo que eu aguentava. E lembrei muitas vezes do Ziel Machado que fala sobre a dor e a alegria se reencontrarem na chegada! E pensava, "vamos que só falta .... km". E enfim, consegui!
E como foi meu desempenho? Terminei a corrida bem melhor do que esperava, tanto em relação ao cansaço, quanto em relação ao tempo: fiz em 47´52. Fiquei bem feliz! Minhas companheiras fizeram num tempo melhor, mas foram legais e ficaram me esperando! kkkk... Valeu, meninas! Pela companhia, incentivo e por me esperarem.... kkkkkk
Foi ótimo e eu gostei tanto que já organizamos outra turma pra uma corrida em dezembro. Vamos também?

Devidamente premiada!!!! 





segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Qual cirurgia eu fiz?

Voltando ao caráter informativo desse blog...  Algumas pessoas têm me perguntado qual cirurgia eu fiz, então hj, queria gastar um tempinho escrevendo sobre isso.
Há diferentes tipos de cirurgia para a obesidade, que são indicados conforme a necessidade e característica do paciente. Bypass gástrico, sleeve, duodenal switch, banda gástrica (anel) e balão gástrico são as mais comuns. Abaixo uma imagem representando as 5. Todas, tem suas vantagens e desvantagens e vc pode ler mais sobre elas no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. ( SBCBM )

Eu fiz o bypass gástric e NÃO ME ARREPENDO!


BYPASS GÁSTRICO













SLEEVE


















DUODENAL SWITCH




















BANDA GÁSTRICA


















BALÃO GÁSTRICO























quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Em boca fechada, não entra mosca!

Não! Esse não é, definitivamente, uma postagem com a ideia "não coma e não engordarás!". Talvez o melhor título (e o mais educado, rs) fosse "cuidado com o que vc fala", mas na atual fase, a "sutileza" não faz parte do meu dia-a-dia. 😁
Tenho ouvido algumas perguntas e comentários  bastante inapropriados ou sem jeito das pessoas e queria te ajudar a ser mais eficiente na sua fala, não só comigo, mas com todos os operados ou, quem sabe, com qualquer pessoa.

Meu assunto hj é um "fica a dica" pra vcs! Vamos lá!


Primeira coisa: não, eu não operei por questões estéticas! Há várias afirmações nessa frase. Não sei se vc percebe. Vc está afirmando indiretamente que eu era feia? Que gordo é feio? O preconceito com a obesidade é muito grande e nem sempre percebemos isso. Alguém (nem um pouco sábio) chegou a me perguntar se eu tinha operado pra ficar bonita! Minha resposta foi "não, eu já era bonita. Vc é que não enxerga bem!". Mas cá entre nós, essa pergunta é um tanto quanto absurda, não é?!
Quero que vc entenda que eu operei porque sofria de uma doença chamada obesidade. Já tinha tentado vários tratamentos que não tiveram sucesso a longo prazo ("longo" aqui, significa mais de 2 ou 3 meses). Sim, eu sei que tem gente que opera sem necessidade por questões "estéticas". Por esses, eu só posso lamentar e torcer para que encontrem um tratamento psicológico adequado, porque o que eles precisam é de terapia e não dá gastroplastia! Mas reconheço que esse "mercado da magreza" existe sim e nós mesmos, somos culpados por ele.
A obesidade tem vários fatores (hábitos alimentares, sedentarismo, hereditariedade, questões hormonais, entre outras) e em alguns casos (como o meu), todos os tratamentos possiveis já haviam sido testados e nada funcionou de fato. Já tinha várias comorbidades (pré-diabetes, cálculos renais, lesões nas articulações, má qualidade do sono, etc) e por isso, o IMC era só um detalhe; percebe a diferença?!

Segunda coisa: sim, as pessoas que fazem gastroplastia se alimentam! Respondo constantemente perguntas do tipo: "vc já tá comendo?" e entendo que essa pergunta faz referência ao período em que só ingerimos líquido; tudo bem com isso. Agora, perguntas do tipo "vc já tá comendo TUDO isso?", especialmente quando tenho menos de 200 gr no prato, já é demais. Deixe-me explicar uma coisa: ninguém tem nada a ver com o que ou quanto eu vou comer. Desculpe se parece grosseiro, mas imagine ouvir isso em todas as refeições que vc faz com alguém?! É digamos, no mínimo cansativo.
Durante o primeiro período pós-operatório, nossa alimentação é primeiramente líquida mas depois vai evoluindo sequencialmente (vc pode ler mais sobre isso nos posts anteriores). A alimentação é dessa maneira por causa da cirurgia, da recuperação, da cicatrização do estômago e do intestino, etc. Mas a ideia é que, aos poucos, nossa alimentação volte a ser normal. Claro que agora, uma alimentação saudável e balanceada, diferente da alimentação anterior à cirurgia.

Terceiro coisa: não sinto dores, não estou sofrendo, não estou triste... É engraçado que nossa cultura sempre inclui a comida nos eventos/reuniões sociais e depois de fazer a cirurgia, as pessoas acham que estou sofrendo por não comer, ou até que não como por sentir dor. Não, gente! Eu como! Só não como como comia antes. E não estou sofrendo por não estar comendo! Aliás, normalmente eu aproveito mais a festa que vcs, porque como menos e converso e me divirto mais. Entendeu a diferença? Antes a comida era o foco da diversão; agora são as pessoas e as coisas que posso fazer naquele evento.

Quarta coisa: parem de dizer que "agora o Luciano precisa ficar atento." Pra quem não conhece, Luciano é meu marido. E não, ele não corre o risco de me perder porque eu emagreci. Não vou trocá-lo ou qquer coisa do tipo. Se vc quer dizer que fiquei bonita, apenas diga isso. O resto é interpretação sua! A não ser que vc queira questionar meu caráter e minha integridade... Mas suponho que não seja o caso! 😏

Quinta coisa: sim, minhas roupas estão largas e eu não vou ficar comprando roupa toda semana! Não sou e nunca fui consumista. A perda de peso nos 8 meses iniciais é muito rápida e não dá pra ficar comprando roupa sempre. Tudo é muito caro!  Vou comprar o necessário, conforme for preciso e é só! Mas se vc quiser colaborar com meu guarda-roupa, te passo minhas medidas! 🙊😂😂😂😂

Sexta coisa: fiz o bypass gástrico e isso significa que NÃO tirei estômago, nem intestino. Apenas fizemos uma modificação no percurso da comida. Resumindo, não tirei nada; apenas religuei com grampos. Sim, sou uma pessoa grampeada! 😄

E por último, não virei "rata de academia". Não é porque tenho me exercitado com mais frequência que virei "modelo fitness". Aliás, é importante dizer que comer é uma compulsão; fazer exercícios, também pode ser!

É isso aí, pessoal! Desculpem se fui muito assertiva! 😁

Ah! Agora dá pra marcar que vc segue meu blog, ali em cima, à direita, caso vc queira.
😘😘

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Avaliação pessoal após 3 meses

Completei 3 meses de cirurgia recentemente. E queria fazer agora uma avaliação breve.

Primeiro, é que continuo me sentindo bem, aliás muito bem:
- Como sem grandes restrições!
- Evito frituras e comidas muito gordurosas e doces tbém. Agora, a nutri me indicou os produtos da Flormel e minha amiga Leilane me deu alguns e são deliciosos e SEM AÇÚCAR!!! Obrigada, amiga! <3
- Evito beber enquanto estou comendo e faço pequenas refeições a cada 3h, em média.
- Levo uma bolsa térmica para cima e pra baixo, onde tenho a disposição chá gelado (aqueles tradicionais de limão ou pêssego), pedaço de queijo minas padrão ou mussarela (light, nos 2 casos) ou polenguinho light, iogurte desnatado, fruta, fibra + proteína (coloco em um potinho a dosagem de fibra + proteína + leite em pó e tomo 2 vezes por dia).
- Além disso, tenho sempre uma bolachinha integral (salgada ou doce) para emergências (se ficar mais que 3h sem comer, sinto-me meio fraca e a bolachinha ajuda nessas horas).
- Faço minhas refeições no quilo, onde como em médio 200gr (precisava aumentar essa quantidade um pouco, seguindo as orientações da nutri, mas ainda não tá descendo). 
- Estou aprendendo a deixar no prato a comida quando não aguento mais (parece besteira, mas é um super exercício pra mim).
- Ainda erro a quantidade de comida no prato, as vezes, mas com menos frequência.
- Por não abusar, só tive 1 crise de dumping e mesmo assim, de baixa intensidade.
- Durmo muito bem e tenho disposição para me exercitar com frequência.

Segundo, 3 coisas "ruins" surgiram. Sendo acompanhada pela nutri e pela psicóloga, fica mais fácil identificar essas coisas e cuidar.
- queda de cabelo (já entrei com complexo vitamínico que está controlando isso)
- descontrole hormonal (tb já era esperado e a minha ginecologista está acompanhando, sem maiores dramas)
- aumento da irritabilidade (pobres dos que convivem comigo...kkkk).  Fui orientada a diminuir o ritmo e a agenda de compromissos, para poder reorganizar a vida, as emoções, o estresse, a irritação...

Se vc olhar, há mais benefícios do que dificuldades! Não tenho do que reclamar. Só agradecer!

Até massa magra estou conseguindo ganhar, graças aos exercícios (parece que não é tão comum isso acontecer nessa fase).

Nesse mês tenho uma bateria de exames pra fazer e daí saberemos como andam as coisas "por dentro".

Próximo post: tô pensando... kkkkkk

ATENDENDO A PEDIDOS: já perdi pouco mais de 30kg pós-cirurgia!

Antes e Depois - parte 2

Na 1a foto, tinha 1 mês de cirurgia.
Na 2a foto, tinha 2 meses.
E na 3a foto, tinha 3 meses.

sábado, 13 de agosto de 2016

Vou viajar, e agora?

Quem já fez dieta alguma vez, sabe que se tem um período difícil para isso, são as férias! E se vc vai viajar então, piorou a situação! Agora, imaginem uma recém-operada, que vai sair de férias, vai viajar e pra "piorar": férias na casa de familiares em Minas, Goiás e Distrito Federal. Afffff.... será que sobreviveria? kkkkkkk.....
Qual é o drama? Apesar de já estar com a alimentação com poucas restrições, até então eu só estava comendo em casa, comidas leves, com pouquíssimo óleo/gordura, seguindo a risca as recomendações e orientações. Lá, certamente, a comida teria mais gordura, mais óleo... deliciosa como sempre! kkkkkk.... comida típica mineira e goiana são deliciosas, mas implicam quase que obrigatoriamente, em ser uma comida mais pesada, especialmente para mim, nessa fase.
Bom, fomos primeiro pra Cristalina/GO, onde Fabricio e Eleuza (primos do Lu) nos receberam com muito carinho. 
Da esq pra dir: Samuel, Luciano, tio Bata e Fabricio

Depois fomos para Manacá, um assentamento. Na roça, fomos recebidos com extremo carinho por S. Pedro e D. Luzia, juntamente com Tio Bata e Lucia. Foi um tempo precioso de descanso e muitas novidades para os meninos, como vcs podem ver nas fotos abaixo (desculpe se vc só queri ouvir sobre a gastroplastia, mas também quero te mostrar que existe vida PÓS-cirurgia!).
Bom, lá comi de tudo, sempre em pouca quantidade. Comi galinha caipira e carneiro numa boa. Também experimentei o queijo que eles fazem lá: delicioso! Só não abusei porque é um queijo muito mais gordo do que o que posso comer nessa fase. Registro aqui, mais uma vez, minha gratidão por tudo! Ganhei até umas sementinhas e terra pra plantar meu pézinho de limão! (tomara que vingue!) E ganhei feijão, pano de prato, pernil, queijo...

Em pé: Eu, Thiago, D. Luzia, S. Pedro, Tio Bata, Lucia e Luan
Agachados: Samuel e Luciano

Meninos dando de comer às galinhas

Meninos da porteira <3

S. Pedro, Tio Bata, D. Luzia, Fabricio e eleuza, Luan, Patricia, Lucia, eu e Samuel

Montando sozinho

E esse que ama cavalo? Olha a cara de realização!

Hummmmmm

De lá, fomos pra Palmital de Minas/MG, na casa do Tio Bata e da Lucia, Kleia e Luan. Essa Lucia cozinha muito!!! Comi lombo, linguiça... tanta coisa! De novo, não senti nada, não tive nenhum "dumping" ou reação as comidas. E aproveitei. Mais uma vez, obrigada meus amores. ;)
Eu, Lucia, Tio Bata, Luan, Lu e Thiago. Sentado: Samuel


Em seguida, fomos para Planatina/GO, onde tínhamos a festa de Bodas de Ouro do Tio Zé Preto e da Tia Joana. Foi tudo lindo! Parabéns pela organização, pessoal! Abaixo, algumas fotos! 
1. Tio Zé Preto e Tia Joana
2. Nós <3
3 a 6. parte da galera 

Na festa, percebi algumas coisas que queria citar:
a) percebi mudança no meu paladar. Nunca gostei de berinjela! Experimentava, mas a coisa parecia "crescer" na minha boca e era difícil engolir. Mas lá na festa, comi um antepasto de berinjela delicioso. Óbvio que quando peguei, não vi que era berinjela. Só descobri quando a Zélia comentou que o antepasto de berinjela estava delicioso. Fiquei chocada! kkkkkk... mas amei!
b) Resolvi comer um doce! No final da festa, peguei um copinho de chocolate com recheio de creme de maracujá e comi. E fiquei esperando passar mal... kkkk.... mas nada! Fiquei bem! Mas claro, foi só isso! Pra que abusar né?
c) me sinto tão bem, que as vezes esqueço que estou operada. Em um dos churrascos, esqueci e bebi água junto com a carne que estava comendo. Senti-me meio "cheia"... kkkkk mas em 5', estava ótima! Lição aprendida: nada de líquidos com a comida!

No dia seguinte, fomos pro Sitio do João e da Simone. Lá teve de tudo: canjica, churrasco, feijão tropeiro, caldo de mandioca com frango, arraiá... Na casa da tia Joana, teve galinhada! Na casa da Val e do Pretinho, teve até feijoada! Deu pra perceber que cada dia nos reuníamos numa casa né? E olha que nem deu tempo de ir na casa de todo mundo. Gente, e esse povo come bem viu?! 
Aproveito para também registrar minha gratidão a todos pelo carinho e cuidado conosco. Vcs são só o ouro! E daqui a 5 minutos, vai começar o ensaio! =D
1. Família Zoeira
2. Primos do Lu
3. Irmãos da minha sogra (falta 1)


Lá, teve até festa surpresa pro Lu! 

E os meninos conheceram e se divertiram com os "novos" primos. Na foto, alguns deles...

Graças a Deus, não senti nada nesse período todo. Mas, nem tudo podia ser perfeito né? kkkkkk.... Na volta, eu não providenciei nada para comer na viagem como tinha feito na ida. Paramos em Uberlândia, em um posto grande onde já paramos outras vezes porque sabíamos que lá teríamos mais opções. Depois de olhar o cardápio e não encontrar as tais opções, achei que o melhor seria um X-churrasco. Pois bem, na 2a mordida, minha barriga já começou a fazer barulho. Tirei o pão e comi só a carne e um pouco do queijo. Em menos de 10', veio o efeito: diarréia e depois enjoo. Mas ao final, depois de 10 dias de férias, 1 episódio de mal estar, não é ruim.

Durante essa viagem, não consegui fazer exercícios, mas ainda assim, perdi 1 kg. Podia ter perdido mais se a alimentação tivesse sido mais regrada, mas no todo, estou dentro do planejado (e até com alguma folga).

Ah! Esqueci de contar que fomos a Brasília nesse período. Ainda não conhecíamos (o Lu já tinha ido na adolescência, mas eu e os meninos não) e foi mto bom! Abaixo, umas fotinhos. Obs: deu pra perceber que gosto de fotos? :)
1. Memorial JK
2. Torre de TV
3. "Eu amo Brasília"
4. Congresso


Na próxima postagem, mais fotos do antes e depois!